terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CONFLITO SEM RESOLUÇÃO?

A situação em Gaza deixa-me nervoso e particularmente triste quanto ao futuro daquela região. Se por um lado não suporto o fundamentalismo islâmico, logo o Hamas, por outro lado não consigo deixar de pensar nas PESSOAS que ali vivem, nem no histórico do conflito.
A faixa de Gaza pertencia ao Egipto quando parte da colónia britânica da Palestina, foi entregue ao povo judeu, após uma série de atentados terroristas sionistas que mataram muitos soldados britânicos e árabes. Ressentidos e invadidos de nacionalismo, os países árabes atacaram o Estado hebraico recentemente formado. Perderam e fora humilhados (várias vezes). O Estado palestiniano é ocupado, as pessoas obrigadas a fugir através de terrorismo (muitos palestinianos ainda têm as cadernetas prediais das suas antigas terras e casas, da época em que foram corridos literalmente a tiro e bomba, para darem espaço à grande corrente de colonos hebraicos da Europa de Leste e Ocidental). Começa o terrorismo palestiniano. Ninguém quer saber, até que ocorre o famoso atentado nas Olimpiadas de Berlim.
A partir daqui os palestinianos conseguem mostrar-se a custo do sangue ocidental, mas ao mesmo tempo perdem credibilidade no mesmo ocidente que atacam.
Nos anos 90 começam a ser assinados tratados de Paz e a Palestina é reconhecida. Ainda me lembro quando o Estado de Israel despenalizou a exibição da bandeira da Palestina, cuja simples propriedade dava direito a pena de prisão.
Infelizmente a Paz não pegou, devido ao radicalismo islâmico e à continuação da colonização da Cisjordânia (apoiada pelo movimento racista sionista, muito activo nos EUA).
A construção do muro de separação de fronteiras por Israel (apesar do crime de ocupar parte do futuro Estado palestino), conseguiu dar alguma paz aos hebreus, a qual está neste momento ameaçada pelos rockets do Hamas e por isso respondem violentamente.
Como conseguir a Paz: Acabar com os colonatos na Cisjordânia e com o radicalismo islâmico apoiado pelo Irão e Siria. Não vale a pena querer regressar aos anos 30 do séc. XX (ideal do Hamas), ou aos anos 50 - 60 do mesmo século (ideal do movimento sionista). É impossível!

2 comentários:

Ferreira-Pinto disse...

Uma excelente análise. Se me permitir, irei dar indicação deste artigo no meu texto de amanhã.

Alexandre Nunes disse...

Tudo bem.